quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

André foi-se...


Comentário que fiz por ocasião da morte do músico popular André da Rabeca. Fato que ocorreu há vários dias... Faço-lhe justiça! Nem tanto por seu refino musical; que praticamente não existia, mas, pela sua honesta presença, por várias décadas, no seio desta urbe que com concomitância se desenvolvia. Este excelente figurante se foi..., a cidade ficou...


Estou vivendo na minha querida Natal há quarenta e um anos... Assisti ao seu crescimento, a sua transformação de província para metrópole. Fui partícipe dos ares de grande cidade que, a pequena urbe daqueles dias, adquiriu no transcorrer destes anos. Amiudando os seus dias conheci alguns personagens da história popular deste queridíssimo reduto humano. Principalmente, os artistas... Cito alguns: Zé Mininim, Zé Minhoca, Britinho, Rei do Bico, André da Rabeca, a Paraguaia e outros tantos, que pululam ou pulularam na cena urbana do nosso arruado. Dividi este saboroso espaço cívico com todos eles. Com muito orgulho!

Natal, todavia, não consagra nem desconsagra ninguém (frase que gerou uma celeuma, quanto a sua criação: Uns, acham que foi criada por Câmara Cascudo. Outros, esbravejam e dizem que é obra do poeta Esmeraldo Siqueira). Não querendo entrar no mérito da discussão, assim mesmo, aprovo o seu enunciado; este, repleto de verdades.

Noto com alegria, as homenagens póstumas, que se nos prometem acontecer, nos dias subseqüentes a sua morte. É oportuno que realmente aconteçam, pois não é o costume corrente entre os nossos concidadãos. Lembro da morte do poeta maldito e popular Milton Siqueira; figura que povoou, com sua existência e sua arte, várias décadas do nosso cenário urbano. Pois bem, estávamos no seu velório e sepultamento: eu, Juliano Siqueira, Justiniano Siqueira(Mano, meu compadre), uma senhora que cuidou dele nos seus últimos dias de vida, junto com o seu marido. Ao todo, afora os coveiros, éramos cinco pessoas. Ninguém mais... Deixaram-me taciturno, aquelas exéquias...

Será que Natal mudou? Em todo caso, viva André da Rabeca! Valeu a convivência, caro operário da música! Natal, hoje, se encontra mais vazia.

Natl-RN, 23 de Janeiro de 2010.
Gibson Azevedo - poeta.

4 comentários:

Bar de Ferreirinha 50 anos, desde 1959 disse...

Oi Gibson.È um prazer saber que visita e segue nosso Bar.Venha conhecer o nosso carnaval,é tão perto.Nossa Troça terá o maior prazer em recebe-lo.Vem muita gente de Natal. Um abraço.Pituleira...

Gibson Azevedo disse...

Grande Clovis(Pituleira)! O prazer é todo meu de prestigiar esta iniciativa cibernética de vocês, meus eternos camaradas da época do Colégio Diocesano Seridoense. Não vou garatir presença neste carnaval, por já ter assumido outro compromisso. Quem sabe, na festa de Sant'Ana!... Farei, assim que for possível, uma visita ao querido "cinquentão" Bar de Ferreirinha. Aguardem-me.
Grande Abraço.
Gibson Azevedo.

Poeta do Penedo disse...

Onde o André da Rabeca estiver neste momento, talvez fique admirado por ver que, afinal, a sua vida, a sua presença, era notada...que a sua ausência deixou saudade.
Quanta coisa grande pode viver no que se julga ser pequeno!

Junto à sua a minha voz, nesta ode à rabeca que ficou, sem o André para a tocar.

Com um forte abraço.

Gibson Azevedo disse...

Grande Fareleira Gomes, a vida deste homem (o André) era uma poesia Divina, na simplicidade da sua existência. Vai nos fazer falta, sim! Afinal, não respiramos o mesmo ar? Então? Repito: Natal, hoje, se encontra mais vazia...

Fique com Deus e a minha amizade.
Gibson Azevedo.

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