terça-feira, 3 de maio de 2016

Lançamento do novo livro de Ciduca.

O livro de Ciduca Barros - "Os peregrinos de Santana" - lançado agora no dia 1º de abril, apesar de ocorrido  no dia da mentira, trata-se de uma grande e saborosa verdade. A despeito de já existir uma expectativa positiva ao seu lançamento, surpreendeu-me sobremaneira... São causos e causos vividos pelo povo dos sertões do Seridó, jocosos e agradáveis, principalmente aos que são oriundos daquelas terras, que no meu entender são sagradas. Uma pérola! Recomendo aos viciados em leitura, alguns momentos de descontração ao lerem "Os peregrinos de Santana". Gargalhei à vontade ao ler o caso nº 09 "O velho Don Juan". Impagável!
Parabéns Ciduca! O seu livro está um primor! Faz muito bem ao espírito. Espirito sertanejo então!...
Um forte abraço deste seu amigo


Papo descontraído com amigos.


Eu, com o meu exemplar autografado, ao lado do autor.


Natal-RN, 03 de maio de 2016.

Gibson Azevedo - poeta.

Na marcha batida do tempo - 2

Domingo 1º de maio de 2016, constatei que passaram-se dois anos que o compadre Mano Siqueira se foi. Parece que foi ontem... E o que eu escrevi sobre este fato há dois anos, continua sendo as mais fortes  expressões de palavras que consegui arranjar para relembrar àquele desenlace material, que se nos veio tão precocemente. É verdade a saudade se enovela, se cristaliza, mas não apaga. Há um ano assim escrevi:

 Na marcha batida do tempo.
Hoje, dia 1º de maio, me dou conta que completou-se um ano de saudades, um período completo sem o meu compadre Mano (Justiniano Siqueira).
O grande tribuno romano, Cícero, em um dos seus muitos ensaios filosóficos, disse-nos que a amizade é o maior dos sentimentos humanos, pois que nos é dado e, ou doamos gratuita e espontaneamente a pessoas que admiramos, ou que se nos admira; fato que acontece natural e perenemente, sem cobranças ou logro arteiros que visam tão somente vantagens espúrias. Assim falou o grande filósofo latino:
"...em meio à infinita sociedade do gênero humano, que a própria natureza dispôs, um vínculo é contraído e cerrado tão intimamente que a afeição se acha unicamente condensada entre duas pessoas, ou raramente mais que duas..."
" Os doutos estão habituados, sobretudo os gregos, a que lhes coloquem questões que eles debatem quanto se quiser na mesma hora. Por conseguinte, para explorar o que se pode dizer sobre a amizade, penso deveríeis interrogar aqueles que fazem profissão de fé desse tipo de exercício. De minha parte, tudo o que posso fazer é vos incitar a preferir a amizade a todos os bens desta terra; com efeito, nada se harmoniza melhor com a natureza, nada esposa melhor os momentos, positivos ou negativos, da existência."
A amizade
Marco Túlio Cícero (44 a C.)
O sentimento da amizade, assim como a música e a poesia, parece-nos ser um dos meios mais fácies de comunicação com o divino (divino, entenda-se a força criadora da mãe natureza). A amizade é uma atração, um amalgama de valores que se somam no relacionamento humano, que se fortalece com o tempo. E é válido para toda a vida. Visto não esmorecer com as ausências naturais dos hiatos da presença física que a vida caprichosamente nos submete.
Assim, assim, a amizade que tinha para com o meu querido amigo Justiniano, creio hoje, surpreendentemente, se estenderá para além da vida, pois que ainda sinto-a com a mesma intensidade.

Natal-RN 03 de maio de 2016.

Gibson Azevedo – poeta.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Narrativas seridoenses.



                 Na ultima quinta feira, 29 de outubro, compareci a concorrida noite de autografo no lançamento do livro “Narrativas Seridoenses”, de autoria do escritor caicoense Francisco Medeiros, na livraria - Sicilliano do Shopping Midway Mall. Volume este, é o segundo, que faz parte de uma trilogia, cujo último volume está programado para ser lançado nos dias que antecedem ao Natal deste ano. Devo dizer,  que enaltecer as qualidades literárias do Dr. Chiquinho - como é carinhosamente conhecido -, é o mesmo que “chover no molhado”, dado a forma sóbria, lacônica e prazerosa da sua escrita. Trata-se de um Ser preparadíssimo para discorrer sua verve pelos trancosos, lendas e benzidos tão carinhosamente guardados e a nós transferidos  por nossos antepassado, pioneiros fundadores da nossa região. Poucas pessoas escrevem como ele sobre o corriqueiro de nós outros,  como também sobre os “ sucessos “ ocorridos ou imaginados por nossos conterrâneos  de antanho, nos primórdios da nossa região.
               Li, devo dizer,  praticamente de uma “estirada só e ponho-me no aguardo do último volume de supracitada trilogia. Que venha mais estórias da carochinha e as de assombrações; dos valentes e as dos falsos valentes – medrosos –; não me faltará tempo para “sorvê-las de um só “gole”... Eu bem que as leio degustando uma boa cerveja ou uma honesta cachacinha. Um forte abraço ao grande amigo e escritor.

                 
Eu e o Dr. Chiquinho.
Vemos  aqui a presença de outro grande companheiro do autor, o Samuel Fernandes
Dr. Chiquinho, ..., Aluísio Lacerda, ... e seu grande amigo Albérico.
                                           
Autografando um exemplar para, o também escritor, Ciduca Barros.

                                       

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Lembranças.




            Os eventos vão e voltam obedecendo aos caprichos da nossa memória. Há poucos dias, ficou-me martelando o pensamento, a lembrança recorrente de uma expressiva poesia de autoria do meu querido amigo e poeta Marivaldo Ernesto dos Santos. Devo confessar que da referida não consegui lembrar o  título. Peço encarecidamente ao mestre “Mariva” que a intitule novamente para o nosso deleite, deleite de pobres mortais.
            Atendendo àquela insistência do meu subconsciente mostro, com muito prazer, a rainha das trovas (na minha modesta opinião) na visão daquele singular vate, de sensibilidade maiúscula. Observem:  

“ De que me vale a vitória
 Se ela representa a dor
Da taça cheia de glória
Do pranto do perdedor? ...”

   Marivaldo Ernesto dos Santos

Natal-RN, 26 de agosto de 2015.

       Gibson Azevedo da Costa.

sábado, 15 de agosto de 2015

Alecrim, um bairro popular que continua efervescente.


           
                                Existem nas grandes cidades, agrupamentos de ruas, alguns logradouros, determinados espaços urbanos que albergam algumas comunidades de pessoas que conservam muitos dos vários aspectos, das características dos povos dos seus arruados de origem e dos muitos viventes ali alocados. Alguns ali residem há muitos anos na nova morada, sem, contudo, perderem o jeitão brejeiro - bronco, por vezes – dos parceiros primitivos dos seus cantões de nascimento. Refiro-me a alguns bairros, que mesmo vivendo o avanço tecnológico dos tempos modernos, não abdicaram totalmente dos costumes ancestrais, pedaços do passado que teimam em nos acompanhar por caminhos longínquos, com muitas lembranças de eras medievais. É um encontro mágico do tempo: presentes no mesmo cadinho, o novo e o velho. Assim é o lugar... Assim é o seu povo. É assim o bairro do Alecrim.
Igreja de São Pedro.
                            O aspecto que mais caracteriza este povo é a vocação aparentemente fácil de buscar e consequentemente encontrar a felicidade... Sem maiores arrodeio, este Bem maior das sensações humanas se apegam imanentemente a estes entes simples. Como singelo também são os seus meios os quais estas pessoas utilizam para sentirem-se felizes. Falar do Alecrim e não falar do seu povo é o mesmo que pintamos um quadro de natureza morta. Se desperta algum interesse, este, não passa da técnica utilizada pelo artista. Não tem nenhum apelo popular. Trata-se de uma peça estranha... Quase alienígena.
                               Pois bem, dos viventes do Bairro do Alecrim, a maioria vinda do sertão do nosso Estado ou das grotas de outros entes federativos, também nordestinos, ou dalgumas regiões mais distantes como os militares da Marinha que servem na Base Naval de Natal  oriundos, repito, de outras plagas, herdou-se os costumes, a forma prática de enfrentarmos os obstáculos naturais do cotidiano. E no equacionamento rápido e eficiente destes óbices comezinhos gerou-se  a organização arquitetônica e topográfica daqueles logradouros público.
  
Feira Livre do Alecrim.

                             Sua gente? Ah!... São seres humanos fantásticos, sem mistérios! Seja na Feira, nas oficinas, nas igrejas, nos hospitais, no cemitério, nos colégios, no comercio – que é enorme -, nos eventos culturais etc., seus habitantes, com hábil desinibição, elucidam qualquer situação incômoda com desembaraço surpreendente. Isto é uma característica humana da luta pela sobrevivência... Aqui não podia ser diferente. É provável que se origine deste viés urbano, o zelo pelas tradições ainda presentes nestas comunidades. A história da nossa urbe, desde os primórdios de pequena província até dias atuais, quando a vemos com ares da maioridade de uma metrópole, sofre influência do antigo entreposto suburbano, “o saudoso Hotel Caiana”, do bairro Alecrim ainda incipiente. Nada ou ninguém chegava à Natal, exceto  por via férrea, aérea ou naval, que não passasse pelo crivo da recepção dos moradores e o do comércio do Alecrim. Assim sendo, não podemos deixar cair no esquecimento a história desta importante quadra habitada da nossa cidade.
Praça Gentil ferreira - Cruzamento do Relógio.
                             Surpreendeu-me em demasia a atitude de alguns abnegados das palavras, quando tiveram a feliz ideia de editarem uma matéria ( uma revista de cunho cultural) sobre aquele tradicional bairro enaltecendo seus valores , suas riquezas sociais, suas ilusões, seus objetivos..., sem que para isto visassem algum lucro  que lhes dessem vantagens... Fizeram-na com a vocação dos puros, salvaguardando o cabedal da memória da nossa cidade. Certamente serão lembrados pelos natalenses das futuras gerações. Que assim seja!... Foram eles: Maurifran Galvão, Fábio Henrique, Zenaide Castro, Edmo Sinedino, Rubens Lemos Filho, Fernando Quintiliano e outros... Nada poderá apagar a atitude deles: de transformar em realidade a vontade e os sonhos de alguns conterrâneos, que, infelizmente não possuíam coragem de ir à luta a transformar uma ideia em realidade.
                              Bravos! Vivas! Vocês encontraram-se com a HISTÓRIA e com o merecido garbo. Parabéns.
                                Natal-RN, 13 de agosto de 2015.
                                      Gibson Azevedo da Costa
                    – residente em Natal há quarenta e seis anos -.

domingo, 14 de junho de 2015

Mais uma do impagável Zé da Luz.

Tela do pintor Di Cavalcanti.
                     





  Esta, senhores, é um das suas mais conhecidos poesias. Não me canso em admirá-la visto tratar-se de coisas e temas simples, mas que prende o nosso imaginário sobremaneira... Ôôôôô... "cus diabos", "cumpade Zé"! Essa aí tira a gente do sério!...

                          







As flor de Puxinanã
                          (Paródia de as flor de Gerematáia, de Napoleão Menezes).


Três muié ou três irmã,
Três cachorra da molesta,
Eu vi num dia de festa,
No lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais robusta
Era mesmo uma tentação!
Mimosa flô do sertão
Que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,
Tinha uns ói que ô! maldição!
Matava qualquer cristão
Os oiá dessa menina.

Os ói dela parecia
Duas estrela tremendo,
Se apagando e se acendendo
Em noite de ventania.

A terceira, era Maroca.
Com um corpo muito malfeito.
Mas porém, tinha nos peito
Dois cuzcuz de mandioca.

Dois cuzcuz que, por capricho,
Quando ela passou por eu,
Minhas venta se acendeu
Com o cheiro vindo dos bicho.

Eu inté me atrapaiava,
Sem saber das três irmã
Que eu vi em Puxinanã,


Escolhendo a minha cruz
Pra sair desse embaraço,
Desejei morrer nos braços,
Da dona dos dois cuscuz










Poeta Zé da Luz











Natal-RN 14 de junho de 2015.
     Gibson Azevedo - poeta

terça-feira, 9 de junho de 2015

Beleza e criatividade no traço.

     

             Ontem me peguei contemplando a arte do meu grande amigo e primo, o cartunista de traços incomuns Reinaldo Azevedo. Este mimo que ele teve para comigo ocorreu, por conta de uma saudação que fiz ao poeta Carnaubense Francisco Rafael Dantas, conhecido carinhosamente por França, na noite de autógrafo do lançamento do seu livro de poesia "Carnaúba dos Dantas em quatro atos" , nos idos de 2006, nos salões da Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte. A charge ficou magnífica. Vejam:

E um pouco da verve poética no formato de sextilhas,  do, hoje saudoso, poeta França:

" Nasci na Volta do Rio,
  Longe de luxo e nobreza...
  Mas alegre por viver,
  Num cenário de beleza,
  Assistindo aos espetáculos
  Que fazia a natureza..."
                  (Francisco Rafael  Dantas)

Natal 09 de junho de 2015.
Gibson Azevedo.
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