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Matéria que foi publicada em um dos nossos jornais |
Dia destes atrás,
coisa de uma semana, uma querida sobrinha, Amanda Balbi, alertou-me via face
book sobre um caso inusitado que povoou a nossa imprensa escrita, pois tratava-se
de um servidor público que estava na iminência de ser punido – punição administrativa
– pelo fato de ter lavrado um BO – Boletim de Ocorrência – em uma de nossas
delegacias de polícia, em forma de verso, o que é, de acordo com a nosso idioma,
perfeitamente permitido. Qualquer tipo de escrito pode ser efetuado nas duas formas:
em prosa ou e verso. E isto não aumentará ou diminuirá a seriedade ou
legitimidade do aludido “pergaminho”. Assim sendo, expus o meu humilde protesto
na décima que segue e que transcrevo ao deleite dos caríssimos leitores:
Resultado do BO
Sem querer pode amargar um xilindró,
Sem motivo, sem transgressão aparente...
Já que houve um malfeito diferente
De um Meganha que versejou num BO.
Melindrou a um chefe bronco, um Arigó,
Por usar da lira que o povo gosta...
Revoltou o “Delega” ou outro “Bosta”,
Já que o uso de algum tipo de cultura,
No Distrito ou em outra Sinecura,
Pode ganhar punição como resposta!
Natal-RN, 27/fev./ 2013.
Gibson Azevedo – poeta.
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