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A natureza forjava estes homens. |
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Esmerado, como grande orador, discursava para amigos... |
Pois bem, este vate de poesia
ácida, por vezes ferina, foi até agora ignorado pelo grande publico literário
de sua terra. Oportunamente vaticinou: - Natal não consagra nem “desconsagra”
ninguém!
Como veremos, este isolamento inicial dos pseudo eruditos em nada o diminui, pois com o passar dos anos sua importância literária cresce, e crescerá como cresceu o valor de Augusto dos Anjos, que até após a sua morte era considerado um poeta maldito; ao contrário de um Olavo Bilac que era considerado o “príncipe dos poetas”. Hoje, décadas passadas, Augusto é muito mais estudado e apreciado do que, o outrora festejado, Olavo. Assim mesmo deverá ocorrer com o grande Esmeraldo, pelo simples motivo: ele, quando inspirou-se na concepção dos seus alumbramentos poéticos - sempre fiel às suas musas - nunca procurou agradar a quem quer que fosse. Sua poesia surgia limpa. Áspera, por vezes, mas nunca servil, sem pieguices.
Como veremos, este isolamento inicial dos pseudo eruditos em nada o diminui, pois com o passar dos anos sua importância literária cresce, e crescerá como cresceu o valor de Augusto dos Anjos, que até após a sua morte era considerado um poeta maldito; ao contrário de um Olavo Bilac que era considerado o “príncipe dos poetas”. Hoje, décadas passadas, Augusto é muito mais estudado e apreciado do que, o outrora festejado, Olavo. Assim mesmo deverá ocorrer com o grande Esmeraldo, pelo simples motivo: ele, quando inspirou-se na concepção dos seus alumbramentos poéticos - sempre fiel às suas musas - nunca procurou agradar a quem quer que fosse. Sua poesia surgia limpa. Áspera, por vezes, mas nunca servil, sem pieguices.
(Gibson Azevedo - Natal-RN , 26/03/2015).
Natal antiga
A Natal que eu amei não mais existe.
Era pobre, era humilde, era singela.
Recordo tudo ainda... E como é triste
A saudade que estou sentindo dela!
Visões celestiais da meninice
Devaneios febris da mocidade,
Ressurgem-me na ingênua garridice
Desse viver antigo da cidade.
Passava mansamente cada dia.
O tempo não mudava, e ainda havia
Que às maneiras d’agora semelhasse.
A própria natureza era serena,
Nossa existência transcorria amena
Como um sonho que nunca acabasse.
Esmeraldo Siqueira
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