segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Desabafo


Certo dia, com intuito de me provocar, já que me considero (e algumas pessoas têm ciência) um poeta bissexto, o meu dileto amigo - um irmão que escolhi -, Antenir de Oliveira Neves, atiçando a minha ira, sem cerimônias comentou, que a minha poesia era de uma expressão decadente...; diria mais, que estava morta, etc. , etc. Mortificado fiquei então, e, como uma Fênix, ressurgi violentamente lépido no pensar, e minha lira cantou altos brados de protestos: - aqui me encontro!... Não morri! Posso até ter fenecido, mas não morri... E posso provar! Ora, quando apresentei o meu desagravo poético ao citado amigo, este, sorriu feliz e, maroto, comentou: “- o meu objetivo foi atingido. Isto é você novamente... “

Aí está:


Desabafo


Falso Juízo à minha Lira...

Tipificam-na, sem escrúpulos, de: “Doente”,

Decadente na essência e na origem,

Fuligem de sandices que ao acaso

Medram...

Haveria justeza neste pensar?

Quem dera!...

(Pondera de pronto, minha vontade).

Deveras, ponho “Justas” àquele Julgar:

Anseio o dia, incerto talvez,

Que meus olhos poetas vejam...

E sintam...

Coisas que a muitos encantem...

E que meditem..., devagar,

Tresloucados de verdades

Com tal canto duradouro...

(Isento de bazófias e dizeres douro...)

Que, porém não alcançarão, decerto,

Aos que julgam-na decadente;

Incapazes, que são, de ouvir

O sussurrar inequívoco das Musas!...

(Assim espero. Talvez, em mais dias,

Aconteça...)


Natal-RN, 01/Mar./ 2007.

Gibson Azevedo – poeta.

2 comentários:

Mari Amorim disse...

Gostei de vir aqui e ler-te,saio feliz!
Desejo que seus dias,sejam iluminados pela essência Divina,com Boas Energias Sempre!
Abraços
Mari

Gibson Azevedo disse...

Querida Mari, você que é uma poesia viva, faz, involuntariamente, uma festa no meu coração, quando tomo ciência da sua visita ao meu modesto sítio virtual. Visite-me mais amiúde, faça-me este obséquio!...
Grande abraço deste seu amigo
Gibson.

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