
Olvidáveis
Com surpresa me dou conta:
Contigo não sonho mais...
Ademais, não só dormindo.
Nunca mais aos pensamentos
De tua imagem, seu existir.
Tão companheira, sem nunca ter sido...
Em verdade, nunca soubeste
Dos desejos de minh’alma,
Despertados pelos descasos
Do seu langor inocente,
Diligente... De pouco viço.
Não havia de prosperar!...
Restou-me aquela imagem morena de lua,
Tenra e nua na desvairada ilusão;
Com quem, pasmo, já não sonho.
Se sonho, acordo...
Já não lembro!...
Natal-RN, 09 de setembro de 2010.
Gibson Azevedo - Poeta
4 comentários:
Amigo Gibson,
é belo ler uma alma desnuda,rompendo com a ilusão,mas a pergunta fica,seria bom?
obrigada,pelo carinho de sua tão importante visita.Um abraço a esse Estado lindo!
Boas energias sempre,
Mari
Caro Gibson
simplesmente...belíssimo. Nas palavras, a crua desilusão de quem, finalmente, acordou. A fria presença de espírito para deitar fora um amor que se amou.
De um fingido poeta para um poeta verdadeiro, este enorme abraço.
Com muita amizade. Bom fim de semana.
Poeta Mari, gostei muito do seu "soneto sem rima". Uma maravilha! E, a miúde, faça-se "de casa" neste meu pequeno espaço.
Abraços sempre.
Caríssimo Poeta "fingido" do Penedo, espero que as filhas de Zeus continuem, repito, nos visitando mesmo que em bissextas oportunidades.
Forte abraço.
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