Foi-se o grande Oscar.
Lembrei-me de ter visto um
destaque no facebook, feito pelo meu amigo e colega José Tarcísio de Medeiros (Zezito),
sobre o lançamento de um livro de fotografias sobre o Brasil, feito por vários
fotógrafos de destaque nacional e alguns mundialmente famosos. Trata-se do
livro “Um olhar sobre o Brasil - a fotografia na construção da imagem da Nação de 1833 a 2003". São 170 anos de fotografias no Brasil desde D. Pedro II, no período imperial.
Lançamento da “Editora Objetiva”, assinado por Boris Kossoy e Lídia Moritz
Schwarcz, como contribuição e direção respectivamente. Neste exemplar, temos
trabalhos fotográficos de Ademar Gogim, José Bessit, Milton Guran e outras 24
pessoas. Imperdível! Confiram.
Entretanto, o que mais me
chamou a atenção, no citado livro, foi a foto da Capa, na qual vemos os “candangos”
– brasileiros simples, de todas as regiões do Brasil, que se deslocaram ao
planalto central para, com sua fé e força de trabalho, construírem Brasília –
no dia da inauguração daquela obra magnífica, subindo e descendo a rampa do Congresso Nacional, na praça dos três Poderes,
mostrando o seu orgulho estampado nas suas toscas figuras de homens simples. Para lá
se deslocaram, nos fins dos anos cinquenta, homens e mulheres de todos os
recantos e, sob a batuta de um grande Estadista (Juscelino Kubitschek), não
tiveram dúvidas em ousar..., pois tornaram possível, com a ajuda inestimável desta monumental força de trabalho, que os sonhos de Oscar Niemeyer e do urbanista Lúcio Costa saíssem da
gaveta e se tornassem realidade. Pela primeira vez, naquele longínquo mil novecentos e sessenta, o mundo
parou para admirar este povo moreno que habitava um desconhecido país banhado
pelo Atlântico Sul. Por coincidência, hoje prestamos as justas homenagens
fúnebres ao grande arquiteto do século passado, que deu ao concreto a leveza
que se julgava impossível até o momento que apareceram as suas primeiras obras.
![]() |
Niemeyer ainda jovem na fase de construção de Brasília |
Que descanse em paz,
oh grande Oscar! Que nestas suas exéquias, que ora acontecem, se entoe os mais
justos e sentidos réquiens.
Natal-RN, 06 de dezembro de 2012.
Gibson Azevedo – poeta.
Um comentário:
Meu caro Gibson
é de toda a justiça que os grandes vultos sejam recordados, pelo legado que deixaram ao seu país. Um legado que ajudou a crescer todo um povo. Sensibilizou-me imenso que o Gibson tenha tido a vontade e a necessidade, de neste seu espaço, homenagear uma figura pública do seu imenso Brasil. Acompanho-o nessa homenagem.
Um grande abraço meu amigo.
Postar um comentário